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#SnaqReview: Loft

Confira os big numbers e como funciona o modelo de negócio do unicórnio brasileiro do setor imobiliário!



Fundado em 2018 pelo alemão Florian Hagenbuch e pelo húngaro Mate Pencz, o Grupo Loft oferece um ecossistema completo de soluções para resolver as ineficiências do setor imobiliário da América Latina.


No início, a Loft operava com imóveis em bairros luxuosos da capital paulista — propriedades avaliadas em R$ 1 milhão. Funcionava da seuguinte forma: a empresa comprava os imóveis usados, fazia reformas com empreiteiros parceiros e revendia por valores até 45% maiores que o preço original. Segundo Pencz, essa estratégia visava "estabelecer a marca na região para demonstrar que o modelo funcionava, mesmo em um mercado tão complexo."


Nos últimos cinco anos, o negócio da Loft ganhou a atenção de diversos investidores globais e a empresa ampliou seu leque de soluções imobiliárias (crédito, marketplace, sistema de inteligência e precificação, dentre outras) via aquisições, tornando-se um ecossistema de ponta a ponta.


➡️ Confira os big numbers da Loft (2023):

  • 9.000 imobiliárias clientes ativas;

  • 160 mil imóveis anunciados no marketplace;

  • 600 cidades (Brasil e México);

  • Receita: R$ 150 milhões (estimativa, 4T23)



🏠 Soluções oferecidas e modelo de negócio da Loft


A Loft oferece soluções imobiliárias de ponta a ponta. Entre elas, estão:

  • Sistemas de gestão de vendas e atividades administrativos (CRM Vista);

  • Inteligência proprietária de dados de precificação de imóveis;

  • Marketplace de compra, venda e aluguel de imóveis;

  • Soluções financeiras — aluguel sem fiador (Credpago), financiamento imobiliário e home equity (Credihome).



Parte da estratégia de expansão do ecossitema de soluções imobliárias da Loft envolveu fusões e aquisições (M&As) de negócios de outras startups. No total, foram adquiridas oito empresas:

  • #LeanSurvey (nov/2019): crowdsourcing para otimizar pesquisas de mercado;

  • #Decorati (nov/2019): reforma e decoração de apartamentos;

  • #Nomah (jul/2020): plataforma de gerenciamento de hospedagens de curta e média duração em imóveis de terceiros

  • #CredPago (jul/2021): fintech de aluguel sem fiança;

  • #CrediHome (ago/2021): fintech de financiamento imobiliário e home equity;

  • #TrueHome (nov/2021):

  • #123i (dez/2021): portal de listagem de imóveis;

  • #VistaSoftware (mar/2022): software de gestão de vendas e administrativa (CRM)



#ZoomOut: Em relação à #Nomah (atinga Uotel), foi vendida pela Loft e fez fusão de operações com a concorrente mexicana #Casai em agosto de 2022 — juntas, passaram a gerenciar 3.000 imóveis no Brasil e no México. Contudo, em janeiro de 2023, as operações brasileiras do negócio foram encerradas, em meio a atrasos de pagamentos de fornecedores e proprietários.


⚪ O modelo de negócio inicial da Loft foi #B2C, centrado na compra, reforma e revenda de imóveis. Em meio à expansão do seu ecossistema de soluções imobiliárias e às mudanças estratégicas promovidas nos últimos três anos, a empresa migrou seu foco para o público #B2B, centrado no marketplace de serviços para imobiliárias parceiras.


#ZoomOut: Uma das iniciativas mais importantes na migração de foco (B2C para B2B) da Loft foi a expansão do Portfólio Único Integrado (PUI). Essa ferramenta permite que imobiliárias participantes do PUI compartilhem imóveis e façam a divisão de comissões, gerando um incremento de 20% nas vendas.



💵 Mudanças estratégicas e breakeven da Loft


Em dezembro de 2023, a Loft anunciou que atingiu seu breakeven. O tempo para atingir a meta foi um recorte entre os unicórnios latino-americanos. O marco vem acompanhado de um aumento de 30% nas receitas do quarto trimestre (vs. mesmo período do ano passado).


De acordo com a Loft, parte desse resultado se deve às mudanças estratégicas internas promovidas nos últimos meses — corte de gastos, aperfeiçoamento de ferramentas tecnológicas como a inteligência artificial e foco no negócio de marketplace de serviços para imobiliárias parceiras. Isso reduziu o CAC (custo de aquisição de clientes) em 70%.


Entre as mudanças mais notáveis, está o corte do quadro de funcionários. Em 2022 (entre abril e dezembro), foi a empresa que mais demitiu entre as startups do país: 855 pessoas foram desligadas. Em março de 2023, a Loft anunciou a 4ª rodada de demissão em massa, desligando mais 340 (15% do total) e totalizou 1.195 funcionários desligados.



💰 Investidores e valuation da Loft


⚪ A Loft conta com 51 investidores no seu captable, incluindo grandes nomes do mercado de VC global — inclui a16z, Tiger Global Managament, Monashees, GIC, Fifth Wall, de acordo com dados da plataforma Crunchbase.



⚪ No total, a Loft captou US$ 888 milhões (~R$ 4,4 bilhão, extensão da rodada Série D). O último investimento recebido foi em uma estrutura de dívida conversível em agosto de 2023, liderado por um "fundo soberado do Oriente Médio".


#ZoomOut: O nome do fundo foi divulgado posteriormente: #ADQ. O fundo tem US$ 110 bilhões em ativos e complementou um aporte realizado por fundadores e acionistas no 4T22 — a16z, Citi Ventures, Bailllie Gifford, dentre outros —, que somou US$ 100 milhões. A dívida conversível será transformada em ações em próxima rodada de equity ou num IPO.



⚪ Em relação ao seu valuation, a Loft conquistou o status de 11º unicórnio brasileiro (valuation de US$ 1 bilhão ou mais) em janeiro de 2020. Com apenas 16 meses de operação, a empresa captou US$ 175 milhões em sua rodada Série C liderada pelos fundos a16z, Fift Wall e Vulcan Capital.


Em junho de 2023, investidores receberam uma mensagem da Launchbay (plataforma de investimento) com uma proposta para investir na Loft com 80% de desconto (valuation post-money da última rodada foi de US$ 2,9 bilhões, em 2021).


Em nota, a Loft disse que os valores da Launchbay estavam erradas. De acordo com a companhia, a conversão da dívida é estimada para ocorrer a um valor de US$ 1,45 bilhão (~R$ 7 bilhões no câmbio registrado em agosto de 2023), mantendo a companhia como unicórnio.



Quanto ao #IPO, está nos planos da Loft mas não há uma data definida. Devido ao cenário mais restritivo para o setor, a listagem da companhia deve ser realizada a médio prazo, a depender dos efeitos das mudanças estratégicas promovidas nos dois últimos anos e capacidade de geração de receitas do negócio, segundo o co-fundador Mate Pencz.



📃 Referências




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