Carta Mensal #10 | Big techs amargam em Wall Street

Seu resumo mensal de análises, gráficos e temas que marcaram o mês de outubro no ecossistema de inovação!



O que você vai ver nesse material:

  • Dados do mês: Ecossistema de inovação LatAm registra recorde de rodadas de investimentos

  • Índices e ações: Temporada de resultados 3T22 das big techs; Cripto entre altos e baixos

  • Análise by Catarina Capital: comentário do gestor sobre macroeconomia

  • Recomendação: Report "Nova Era dos Benefícios Corporativos"; #SnaqReview: Tesla e Apple; Report "Tech Valuations Report Q3 2022"


📈 Dados do mês


💰 Ecossistema de inovação LatAm registra recorde de rodadas de investimentos


🟢 Volume de investimentos: US$ 920 milhões (-25% YoY);

🏆 Quantidade de rodadas: 111 rounds — recorde do ano;

🟢 Valor médio das rodadas: US$ 12,2 milhões;

🟢 Fusões e aquisições (M&As): 26, sendo 25 aquisições e 1 fusão;

🟢 78% dos investimentos foram para fintechs;

🟢 34% dos investimentos para startups brasileiras.

Fonte: Sling Hub


O que chama a atenção é a quantidade de rodadas no mês: tivemos o maior patamar desde julho de 2021, apesar do volume captado ser menor. Isso indica que um maior apetite por startups em estágios iniciais.



📊 Ecossistema brasileiro de inovação capta US$ 300 milhões; startup CERC lidera maior aporte do mês


As startups brasileiras captaram US$ 321 milhões em outubro contra US$ 896 milhões no mesmo período do ano passado, o que representa uma queda de 64%, segundo dados da Sling Hub. O montante foi distribuído em 64 rodadas.


🏆 O destaque é a startup brasileira CERC, que recebeu um aporte de US$ 101 milhões (cerca de US$ 550 milhões), liderado pelo Mubadala Capital. Com o valor, a fintech de infraestrutura de registro de ativos financeiros quer ir além: se tornar um marketplace e concretizar projetos embrionários de análise de dados para concessão de crédito e infraestrutura para tokenização de ativos. Go deeper.


A Sling Hub, em parceria com o Emerging VC Fellows, lançou o Startup Index Brasil, uma medida estatística que acompanha as principais variáveis do ecossistema de forma integrada. Para construir o índice, foram utilizados mais de 3,7 milhões de dados do mercado de inovação brasileiro a partir de 2015.

 

🌱 By Octa: B-Corps avançam no Brasil!


Não há um padrão para medir o quanto uma empresa atua dentro da ótica ESG. As metas variam de acordo com contextos locais, atividades exercidas, setor, porte da empresa, dentre outros fatores. Isso pode dificultar o olhar de investidores e outros stakeholders na hora de selecionar fornecedores e parceiros comerciais.


Para resolver essa questão, iniciativas de certificação estão surgindo e se consolidando no mercado, com destaque para o Sistema B. Criado nos Estados Unidos em 2006, o B LAB é um movimento de líderes globais que, através de seus negócios, buscam trazer para dentro do conceito de sucesso econômico o bem-estar social e do planeta.

As Empresas B são negócios que equilibram propósito e lucro, considerando o impacto de suas decisões em seus trabalhadores, clientes, fornecedores, comunidade e meio ambiente. A certificação é concedida com base na “Avaliação de Impacto B” (BIA), ferramenta que determina o impacto do negócio em cinco categorias: Governança, Trabalhadores, Comunidade, Meio Ambiente e consumidores.


🐙 Para saber mais sobre o tema, confira nosso report completo "ESG 2022", feito em parceria com a Octa! Go deeper.

 


2ª TEMPORADA JÁ ESTÁ NO AR!


Vem conferir o Projeto Venture, que conta a história do empreendedorismo digital no Brasil



Clique aqui e conheça a história de grandes nomes do mercado!


🎙️ “Com 25 anos eu tinha R$ 5 milhões em dívidas na pessoa física”


É raro encontrarmos relatos e #empreendedores falando de forma tão aberta sobre o duro dia a dia do #empreendedor por trás das manchetes. Nesse episódio do Venture, o Jorge Vargas Neto (fundador da BHub) contou de forma muito aberta e transparente sobre seus dois #exits (Biva e Zenfinance) e os aprendizados que o levaram a conseguir captar R$ 156 milhões em menos de 2 anos de Bhub.


Falamos sobre:

🔵 M&A por necessidade de sobrevivência

🔵 O dia seguinte após uma #aquisição

🔵 Erros e acertos nas relações com #investidores

🔵 Os cuidados na hora de se escolher um sócio

🔵 Os riscos que o empreendedor carrega para a pessoa física

🔵 Como as experiências anteriores foram aprendizados e motivadores para a criação da BHub

"Jorge, te falei isso no dia da gravação e repito aqui, obrigado por contar a sua história de forma tão transparente e sincera, sem esconder ou enfeitar as coisas. Exemplos assim ajudam outros empreendedores a perceberem que não estão sozinhos e que a jornada é dura pra todos."

🎬 Confira o episódio completo aqui!
 

📈 Índices e ações


📊 Saldo positivo, apesar da volatilidade; ações das big techs amargam após divulgação de balanços


Os mercados globais sentiram um alívio em outubro, apesar das incertezas macroeconômicas e da volatilidade contínua nos preços dos ativos e nos mercados de câmbio. Os índices S&P 500 e o Ibovespa encerraram o mês em alta, por exemplo.


Na contramão, as big techs experimentaram um mês complicado, com forte queda; o destaque negativo foi a companhia de Mark Zuckerberg: a Meta (Facebook) caiu 32% no acumulado do mês. Go deeper.


Voltando para o Brasil, o Ibovespa teve um bom desempenho puxado por empresas de commodities, com alta de 5% no acumulado do mês. Em relação às empresas de tecnologia, os destaques positivos da bolsa brasileira foram:


🟢 Locaweb: desde o IPO em 2020, a companhia realizou 14 aquisições e expandiu seu leque de atuação para crédito e logística, o que deve ampliar suas fontes de receita nos próximos trimestres.


🟢 Mobly: no dia 6, o grupo austríaco XXXLutz, que opera mais de 370 lojas de móveis na Europa, anunciou a aquisição da empresa alemã Home 24 — atual controladora da Mobly, com participação de 51,1%. Nesta ocasião, as ações MBLY3 dispararam e a companhia encerrou o mês com alta de 22,14%.


*Observação: o Inter migrou para Nasdaq em junho de 2022 e suas ações passaram a ser negociadas com o ticker INTR. Para os investidores, as ações (BIDI11, BIDI3, BIDI4) foram convertidas nas BDRs com o ticker INTR31. Aqui, registramos apenas sua performance na bolsa americana.



🪙 Cripto entre altos e baixos


Outubro é historicamente um período de alta das criptomoedas. Apesar de ter sido mais fraco do que o esperado pelo consenso, trouxe ganhos bem-vindos depois meses no vermelho. A principal criptomoeda da atualidade, o BTC, passou a maior parte de outubro sendo negociado em torno de US$ 20 mil e acumulou alta de 6%.


O destaque positivo do mês foi o Ether (ETH), token nativo da rede Ethereum, que mostrou sua força com alta de quase 20% no acumulado do mês. Depois do "The Merge", atualização da rede que ocorreu em setembro e levou à queda do ETH, houve uma correção dos preços em outubro.


Outro fator positivo foi o anúncio da nova ferramenta do Google Cloud para validadores de blockchain na rede Ethereum, no dia 27. O Blockchain Node Engine é o primeiro passo para integrar soluções de Web3 ao facilitar o processo de registro e validação de dados na rede.

Porém, o início de novembro sacudiu o mercado cripto: a corretora cripto FTX se declarou insolvente e a Binance — sua principal rival — anunciou sua aquisição. Como efeito, as principais criptomoedas da atualidade sofreram fortes quedas nos últimos dias.


🔍 Entenda: houve uma corrida repentina de saques dos clientes da FTX, inclusive de grandes investidores institucionais, segundo o WSJ — para se ter ideia, a exchange registrou resgates líquidos de quase US$ 1 bilhão!


Fundada em 2019, a FTX chegou a resgatar outras empresas cripto insolventes — entre elas, BlockFi e Voyager Digital. O anúncio, além de gerar uma crise de confiança no mundo cripto, poderia criar um gap entre a Binance e outras exchanges concorrentes. Porém, no dia 9 de novembro, a Binance desistiu da compra. Tempos difíceis para os investidores de criptomoedas...

 

➡️ Análise Big Techs



A divulgação dos balanços referentes ao 3T’22 não caiu bem para as gigantes da tecnologia. Com exceção da Apple, as big techs trouxeram cifras mais fracas entre julho e setembro de 2022, e a tendência é desaceleração do crescimento de receita e lucro nos próximos trimestres.


Entre os motivos que intensificam essa desaceleração das big techs, estão:

➡️ Escassez de componentes (chips), que afeta a cadeia de produção dos produtos;

➡️ Pressão inflacionária nos custos de produção e logística;

➡️ Competição acirrada em determinados setores;

➡️ Desaceleração do consumo, em função do delicado momento macro.



🟢 Apple

Apesar da desaceleração das vendas do iPhone — sua principal fonte de receita — e serviços em meio ao cenário de inflação crescente e temor de recessão, que penaliza seus consumidores, a companhia mais valiosa da atualidade registrou novo recorde de receita consolidada no terceiro trimestre. Go deeper.


🟢 Netflix

Depois das adversidades enfrentadas no primeiro semestre, a plataforma de streaming adicionou mais de 2,4 milhões de assinantes e trouxe cifras acima das expectativas do mercado. Para o 4T'22, espera-se que essa tendência continue, dado efeito sazonal de lançamento de novos filmes e séries no último trimestre do ano. Go deeper.


🟡 Alphabet (Google)

Um dos fatores que levaram às cifras mais fracas no período foi a desaceleração da principal fonte de receita (cerca de 80% do total) da Alphabet: publicidade do Google Ads e YouTube Ads. Essa queda está relacionada ao contexto mais restritivo para as empresas em termos de gastos, principalmente com marketing. Go deeper.


🟡 Microsoft

Satya Nadella, presidente e CEO da Microsoft, ressaltou que o setor de tecnologia é o mais penalizado dado o atual contexto macro. Ainda, disse que a desaceleração das vendas dos serviços em nuvem — principal vertical da companhia atualmente — levaram às cifras mais fracas no período. Go deeper.


🟠 Amazon

A gigante do varejo mostrou sinais de desaceleração do e-commerce e divulgou as projeções para o próximo trimestre; espera-se que a inflação em alta traga vendas mais fracas para o setor no fim deste ano. Por outro lado, a receita da AWS, vertical de computação em nuvem da Amazon trouxe bons frutos, com crescimento de 27% (variação anual). Go deeper.


🟠 Meta (Facebook)

A companhia de Zuckerberg segue penalizada por uma série de fatores — cenário macro, desconfiança com os investimentos maciços no metaverso, desaceleração das receitas com anúncios, concorrência com TikTok e mudanças de privacidade do iOS. Como efeito, caiu para a 34ª posição do ranking de companhia mais valiosa do mundo. Go deeper.


 

🔎 Análise by Catarina Capital






📊 Macro Global

Outubro continuou no mesmo ritmo dos meses anteriores, com inflação galopante, preocupações com os desdobramentos geopolíticos da guerra na Ucrânia e seus impactos nos preços das commodities, e a recuperação econômica pós pandemia. As pitadas adicionais de preocupação no "caldeirão" de incertezas tem novos ingredientes:


➡️Novo mandato de Xi Jinping, que lhe confere mais cinco anos como mandatário máximo na condução da 2ª maior economia do mundo; as relações entre China e Estados Unidos se tonaram ainda mais delicadas com a crescente tensão entre China e Taiwan e seu possível impacto na cadeia de produção de chips.


➡️Preocupações com uma safra de balanços nos Estados Unidos, que desapontou o mercado por evidenciar as dificuldades ante atual conjuntura macro a nível global.


➡️ PIB americano cresceu 2,6% no 3T'22, revertendo a trajetória de queda dos dois trimestres anteriores — com isso, sai da recessão técnica. Porém, há um consenso de que o Fed deve subir os juros até meados de 2023. Juros em alta podem revelar seu lado mais perverso: esfriar a atividade industrial, aumentar o desemprego e arrefecer o consumo — é aquele famoso dilema, de “não errar na dose do remédio para não matar o paciente”.



📊 Macro Brasil

Para nós, da Catarina Capital, a expectativa é que o novo presidente eleito traga austeridade fiscal, uma ótima equipe econômica formada por técnicos (e não políticos) e sinalizações positivas para o mercado de capitais.


Com isso, o mercado de ações brasileiro pode destravar valor, não só pela percepção que estamos alguns passos à frente no combate a inflação, em comparação a outros países, mas também porque há menos indefinições após as eleições.


Acreditamos que o novo presidente tomará as rédeas deste processo com mais experiência e serenidade, apesar de uma conjuntura macro bem mais desfavorável hoje em comparação ao ano de 2003, no auge do super ciclo de commodities.

 

📰 Principais notícias do mês:


🍎 Arco Educação assume 100% das operações do isaac

Segundo a Arco, a aquisição traz diversas sinergias e é um passo importante para a criação de um sistema operacional sólido para escolas. A grande base escolar da Arco e a experiência em vendas cruzadas podem trazer um crescimento mais rápido e novos produtos para o isaac. Desde 2020, o isaac faz gestão financeira de mensalidades e garantias de recebimento para escolas privadas. Go deeper.



🟣 Nubank lança criptomoeda própria

A fintech brasileira anunciou a criação da Nucoin, que será distribuída gratuitamente para seus clientes e servirá de base para seu novo programa de benefícios. O lançamento está previsto para o primeiro semestre de 2023 para os clientes do Brasil, Colômbia e México. A Nucoin foi criada em parceria com a Polygon Technology.



👋 Guiabolso anuncia o fim de suas operações

Fundado em 2012, o Guiabolso revolucionou o mercado ao trazer diversos produtos e serviços financeiros integrados em um único aplicativo. Em 2021, a fintech foi adquirida e todas as funções do seu app foram integradas à plataforma do PicPay.



🐦 Musk adquire (finalmente) o Twitter por US$ 44 bilhões

Com a aquisição da rede social, concluída no dia 28 de outubro, o bilionário deve acelerar a criação do X, o “aplicativo de tudo". Elon Musk disse que decidiu comprar a plataforma "para tentar ajudar a humanidade, que eu amo" e destacou a importância de existir um lugar digital comum, onde um amplo rol de crenças possa ser debatido, de maneira saudável e dentro das leis dos países em que opera. Go deeper.



💰GlobalFoundries recebe incentivos do governo americano

A empresa americana produtora de semicondutores anunciou um investimento de US$ 30 milhões de dólares, a partir de incentivos do governo federal, para produzir chips de nitrato de gálio de nova geração. Com esse valor, a GF se posiciona para explorar outros mercados maiores, como veículos elétricos, motores industriais e aplicações em energia.



🍎 Apple cede às pressões europeias de padronização de carregadores

A companhia deverá adotar o modelo de USB-C o mesmo usado nos dispositivos Android para os carregadores de todos os seus modelos. Porém, ainda não se sabe exatamente quando a nova mudança será implementada. O prazo para estar de acordo com as recomendações, dado pela União Europeia, termina no segundo semestre de 2024.



🛑 Google recebe (mais uma) multa milionária

A big tech foi multada por suposto abuso de poder de mercado em sua plataforma de pagamentos. O valor da multa, dada pelo regulador antitruste da Índia, é de US$ 113 milhões. Ainda neste mês, a Google recebeu outra multa da mesma jurisdição, em torno de US$ 162 milhões, por conta de práticas anticompetitivas dentro do sistema operacional Android.



📌 Recomendações do mês


🟢 Report "Nova Era dos Benefícios Corporativos"

Com as transformações do mercado de trabalho, surge o conceito de worktech: combinação entre programas de colaboração, produtividade e RH. Confira nosso report exclusivo sobre o tema, feito em parceria com a Swile, worktech referência em benefícios corporativos!


🟢 #SnaqReview: Tesla e Apple

Vendas totais, receita, lucro e outros indicadores da maior fabricante de carros elétricos do mundo e da companhia mais valiosa da atualidade você só confere de forma objetiva e visual na nossa série de reviews!


🟢 Report "Tech Valuations Report Q3 2022"

O ano de 2022 segue desafiador para as empresas de tecnologia, com volume de investimentos e valuations em queda na maioria dos estágios de investimento. As incertezas macroeconômicas deixou os investidores mais cautelosos; nota-se que eles estão investindo menos e dando preferência para startups menores.



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