Monkey e Sinqia ofertarão de forma integrada antecipação de recebíveis para instituições financeiras

Entenda da onde surgiu a parceria, como ela funcionará e quais são os próximos passos entre as empresas

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"Nós sabíamos que o tamanho das empresas eram desproporcionais no início das conversas, mas hoje faz total sentido para ambos os lados"
Gustavo Muller, CEO e Co-founder da Monkey Exchange

A Monkey, maior marketplace de recebíveis da América Latina, acaba de firmar uma parceria com a Sinqia, principal provedora de tecnologia do mercado financeiro. O objetivo da ação é que as instituições financeiras que utilizam os sistemas da Sinqia se conectem à plataforma da Monkey por meio de APIs, de forma fácil, simples e rápida.

Gustavo Muller, fundador e CEO da Monkey, conta que a relação entre as empresas começou há alguns anos a partir de acionistas em comum e desde então foi criado um verdadeiro "namoro" entre as possibilidades de se fazer algo juntos. "Nós sabíamos que o tamanho das empresas eram desproporcionais no início das conversas, mas hoje faz total sentido para ambos os lados, pois agora conseguimos dar todo o suporte necessário a esses novos clientes enquanto do lado deles é acrescentado mais um produto ao portfólio".

A integração entre as instituições será feita via APIs que receberão todas as informações do sistema. A plataforma funcionará como um leilão em tempo real, criando um processo competitivo entre compradores em que novos títulos e recebíveis são adicionados e negociados diariamente.

Além de novos clientes e o sucesso da parceria, a Monkey, espera para 2021 consolidar a sua expansão regional. Muller comenta que a partir do primeiro trimestre do próximo ano, a startup deve começar um piloto de expansão no Chile e que depois o objetivo é ir para a Colômbia e México. "A ideia é crescer regionalmente com os clientes que já fazem parte da carteira e que sinalizaram essa oportunidade" afirmou o CEO.

Atualmente a Monkey atende mais de 55 clientes, incluindo Fiat Chrysler, Gerdau, Saint-Gobain, GRSA e Usiminas. Além disso, possuem 26 instituições financeiras plugadas em sua plataforma financiando os programas existentes. Em termos de volume a empresa deve fechar 2020 com mais de R$ 9 bilhões em antecipações na plataforma e com sua equipe dobrada mesmo em meio a crise do Coronavírus.