#SnaqReview: Méliuz

Confira receita, número de clientes e outros indicadores da empresa brasileira que é referência em cupons de desconto e cashback no país!



🔍 Conheça a história do Méliuz


Fundado em 2011 e com sede em Belo Horizonte (MG), o Méliuz é uma empresa de tecnologia que oferece soluções digitais para conectar marcas e lojas aos consumidores via marketplace e serviços financeiros.


Em seu aplicativo, oferece cupons de desconto em centenas de lojas online, cashback nas compras (core business da companhia), conta digital gratuita, cartão de de crédito sem anuidade, investimentos e muito mais! Entre as principais lojas parceiras, estão iFood, Magazine Luiza, Amazon, Shopee e Uber.


Market cap (2Q'22): R$ 1,1 bilhões

Receita líquida (2Q'22): R$ 79,1 milhões

Prejuízo (2Q'22): R$ 28,2 milhões

TPV (2Q'22): R$ 804,4 milhões

GMV (2Q'22): R$ 1,4 bilhões

Número de clientes: 25,2 milhões

Parceiras: +800 lojas online



📊 Como o Méliuz faz dinheiro?


O Grupo Méliuz também conhecido como Grupo CASH3 atua em duas principais verticais: i) conexão de marcas e lojas online aos consumidores financeiras via marketplace, e ii) oferta de serviços financeiros. Na imagem a seguir, estão todas as empresas que fazem parte do ecossistema da companhia.


Em termos de receita líquida por unidade de negócio, a maior parte vem do Shopping Brasil (Méliuz), que totalizou R$ 55,7 milhões no 2Q'22. Por sua vez, o segmento de serviços financeiros (Méliuz) foi de R$ 3,9 milhões. Juntas, as duas frentes de atuação do Méliuz representam 75% da receita total do grupo!


Em termos de receita consolidada, o salto visto no 4Q'21 é fruto de diversos eventos. Entre eles, o bom desempenho no Shopping Brasil, como efeito de Black Friday e outras campanhas, e também das receitas agregadas a partir das aquisições de outras empresas.


Contudo, essa tendência não evoluiu para os trimestres seguintes. Em 2022, observamos uma tendência de redução da receita como reflexo de um cenário macroeconômico desafiador, em especial para o varejo.

Em nota, a companhia também aponta que isso é efeito o fim do contrato referente ao cartão de crédito co-branded em prol da construção do Cartão Méliuz, a partir da aquisição do Bankly.



📈 Evolução da base de clientes do Méliuz


A evolução do número de clientes do Méliuz nos últimos cinco anos é notável. Porém, nota-se uma desaceleração desse crescimento mais recentemente, bem como uma redução da base de usuários ativos — métrica que mostra a capacidade de engajamento e fidelização da empresa.



No 2Q'22, a companhia tinha mais de 25 milhões de usuários (contas cadastradas), dos quais 7,7 milhões eram ativos — isto é, registrados nos últimos 12 meses, findos em junho de 2022. Em nota, o Méliuz atribui essa queda ao término do contrato referente ao cartão de crédito co-branded também.



📈 Desempenho das ações do Méliuz


Desde novembro de 2020, o Grupo Méliuz é negociado na B3 com o ticker CASH3. Conforme dados do Google Finance, em comparação ao pico da cotação, registrado em julho de 2021 (no valor de R$ 11,90), as ações CASH3 caíram em torno de 90%.



#retrospectiva: em julho de 2021, a companhia realizou um follow-on (oferta subsequente de ações, em tradução livre), precificada a R$ 57 por ação. Dois meses depois, o Méliuz realizou um "split"(desdobramento de ações, em tradução livre) — na proporção de 1 para 6, sem modificar o valor da companhia.


O desempenho negativo é reflexo das incertezas macroeconômicas atuais, que penaliza os ativos de risco, sobretudo para o setor de tecnologia e crescimento. Porém, também é efeito dos resultados apresentados pelo Grupo Méliuz.



Referências


Site Méliuz

RI Méliuz

Seu dinheiro. "Como a Méliuz (CASH3) foi do céu ao inferno após o IPO e o que esperar da empresa de cashback". 14 de setembro de 2022.

InfoMoney. "Méliuz (CASH3) frustra consenso e ações despencam 9,80%; companhia fala que crescimento está “só começando”.