13 - out

[resumo semanal] Volume de fusões e aquisições de startups impressionam em 2020

Descansado do feriado de ontem? Em uma semana com records de temperatura, o ecossistema de inovação e tecnologia também teve dias quentes. Essa edição traz resultados importantes para as startups, já foram feitas 100 fusões e aquisições até agora. Além disso, teve a maior rodada Série A da história do Brasil e novidades relevantes no setor de investimento, que segue pegando fogo.

Vamos a mais uma edição?

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Nunca se comprou tantas startups

Sem nem chegar em dezembro, já sabemos que 2020 foi um ano e tanto. Entre janeiro e setembro foram feitas 100 operações de fusão e aquisição envolvendo startups brasileiras. Destas, 54 só nos últimos dois meses. Quanto a valores, cerca de US$ 2,2 bilhões foram investidos nessas companhias até agora e as fintechs responderam por US$ 939 milhões desta quantia.

Why it matters:

A pandemia obrigou muitas empresas a acelerarem seus processos de inovação e transformação digital. Além disso, as grandes startups estão constantemente em busca de mão de obra qualificada e abertura de novas frentes de negócios. Soma-se a isso o fato da crise ter colocado diversas startups em posição complicada, abrindo oportunidade para aquisições potencialmente mais baratas. Todo esse movimento evidencia a aproximação cada vez maior entre empresas tradicionais com as mais jovens e inovadoras do mercado. Pietro Bonfliglioli, sócio da Fisher VB afirma que "as startups tem se mostrado cada vez mais uma alternativa viável para grandes empresas acelerarem seus processos de inovação e transformação digital, seja via aquisição, investimento ou contratação".

Go deeper: Estadão | Exame

Todo dia uma notícia nova

Se você vem acompanhando o mercado de investimentos, sabe que as novidades não param. O Itaú Unibanco anunciou que no lançará no mês que vem seu próprio aplicativo de investimento, o íon. O objetivo é que o app concentre toda a carteira de investimentos do cliente Pessoa Física com uma experiência igual para todos os segmentos, do varejo ao Personnalité. A título de curiosidade, atualmente cerca de R$80 bilhões estão aplicados em fundos de terceiros disponíveis na plataforma do Itaú.

E na sexta-feira, 09, a Empiricus se uniu a Vitreo, criando o grupo Universa. Pelo acordo, os sócios da Empiricus serão donos de 63% do grupo e os da Vitreo terão 37% das ações. A negociação ainda precisa do aval do Banco Central, que deve ocorrer sem grandes ressalvas. As duas empresas continuarão atuando de forma separada, mas com a união a Empiricus espera atingir 1 milhão de assinantes em três anos, já a Vitreo, pretende chegar a R$ 30 bilhões sob custódia no mesmo período. Além disso, há planos para o lançamento de um superapp no meio do ano que vem.

O C6 Bank é outro player que também aumentou suas opções de investimentos, a partir de agora seus clientes podem comprar e vender ações diretamente do app. O custo da corretagem nas operações passou a ser zero. Além disso, a fintech conta neste momento com 158 opções de fundos de investimento. Mas não para por aí, a PagSeguro tem analisado comprar uma plataformas de investimento. Segundo o Estadão, a empresa teria estudado a compra da corretora Guide, mas as negociações não evoluíram. A empresa já havia tentado adquirir a Easynvest, recentemente comprada pelo Nubank.

Go deeper: Finisiders | Neofeed | 6 Minutos | Estadão

A maior rodada série A do Brasil

A Take, empresa brasileira de tecnologia que une companhias e clientes em conversas no Whatsaap e redes sociais, acaba de levantar US$100 milhões com o Warburg Pincus. Este foi o primeiro aporte externo da empresa desde sua criação em 1999 e o maior da categoria de "conversation commerce" até agora.

Visto como o futuro do varejo, a Take atua no setor como uma plataforma que permite que empresas conversem com seus clientes via redes sociais. Tal movimento de migração de atendimento vem ganhando espaço, principalmente desde o início da pandemia, e a empresa afirma que sua plataforma já troca mais de 1,5 bilhão de mensagens por mês. O aporte será usado para expandir as operações nos Estados Unidos, México e Europa, além me aprimorar o sistema com novas ferramentas e soluções.

Go deeper: Brazil Journal | Exame

Uber Eats sendo destaque

Enquanto a Uber acumula prejuízos desde o ano passado, a pandemia tracionou o serviço de entrega, a Uber Eats. O braço de delivery da empresa, cresceu 103% no segundo semestre deste ano, chegando a uma receita de US$1,21 bilhão. Este valor já equivale a metade dos ganhos da Uber. Segundo o head global de produtos da Uber Eats, Daniel Danker, "o delivery deixou de ser uma coisa nova que a Uber está trabalhando e hoje já é tão grande quanto era o negócio de transporte em 2017".

Diante disso, a Uber se prepara para o lançamento mundial de um novo app. As mudanças tem o objetivo de melhorar a experiência do consumidor. O menu será ampliado para ir além do delivery de comida, dando espaço para a entrega de outras categorias. Atualmente no Brasil, a versão delivery do app já está disponível em mais de 150 cidades, mas a empresa sabe está em um mercado concorrido com grandes players como Rappi, Ifood e serviços como James.

Go deeper: Neofeed

Fim da briga?

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) firmou um acordo com o Bradesco após a investigação de supostas práticas anticompetitivas contra o GuiaBolso. A investigação do caso começou em 2018 com o apontamento de que o Bradesco dificultava o acesso as suas informações dentro do app e que seus clientes não conseguiam inserir diretamente seus dados na plataforma. A alegação era de que as atitudes do banco prejudicavam o exercício da atividade econômica do GuiaBolso, e consequentemente, a livre concorrência no mercado de serviços financeiros. Após a última homologação, o Bradesco se comprometeu a interromper as práticas citadas e pagar aproximadamente R$23,8 milhões em contribuições pecuniárias.

Go deeper: Valor Investe

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