15 - fev

Captações, vazamento de dados e inovação na Tesla

Aos foliões de plantão, meus sinceros abraços. Que falta faz o carnaval! Ano passado em uma segunda-feira como essa não estávamos divididos entre "folga ou não folga?", mas sim em "ficar tranquilo ou ir para o bloquinho?" e se a gente soubesse disso...... Saudosismos a parte, com ou sem folia, as notícias não param e para te deixar bem informado sua newsletter semanal acaba de chegar!

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Não poderíamos começar com outra notícia que não fosse o ClubHouse. Na última semana a rede social de áudio viralizou no Brasil e a procura por convites, conteúdos e influenciadores dentro dela explodiu.

Vamos a uma breve explicação: o ClubHouse tem pouco menos de um ano e ainda está em sua versão beta - por isso por enquanto só está disponível no sistema IOS - mas já soma cerca de 2 milhões de usuários. Lá você consegue ouvir debates com grandes nomes, como por exemplo Elon Musk, além de ter a oportunidade de quem sabe fazer uma pergunta para ele. Gratuitas, as salas de bate papo podem ser públicas ou fechadas, mas o grande diferencial é que tudo ocorre ao vivo e os conteúdos não ficam salvos.

No mundo a rede social também vem ganhando espaço e a China, claro que protagonizaria a primeira polêmica. Repentinamente diversos conteúdos ficaram bloqueados e agora os usuários não conseguem mais acessar o app, embora o site se mantenha "ativo". Nos Estados Unidos também surgiram críticas quando a falta de moderação efetiva de conteúdos e se lá - um país livre - a discussão está ganhando força, imagina se a China deixaria barato.

Bom, a ideia vem conquistado adeptos, mas como toda nova rede social vem o sentimento de "será que pega ou não?". Isso a gente ainda não consegue te responder, mas o Pietro Bonfliglioli, co-founder da Fisher VB contou um pouco mais sobre o app e sua experiência usando-o nessa matéria especial.

Inovar é com ele mesmo!

Outra pauta quente desde o início do ano é o bitcoin que não para de se valorizar. Dessa vez, a última máxima histórica de US$ 43.000 teve como um dos principais motivos o investimento de US$ 1,5 bilhão da Tesla na criptomoeda. Além disso, a fabricante de carros elétricos pretende começar a aceitar bitcoins como forma de pagamento de seus produtos em um futuro próximo.

Why it matters: Embora o mercado tenha recebido muito bem o anúncio, alguns investidores da empresa questionaram a ação. A principal crítica fica em torno da volatilidade da moeda e que isto poderia ser melhor para o bitcoin do que para a Tesla. No fundo, a popularidade de Musk é tanta que a manobra acaba sendo muito mais positiva do que negativa e incentiva cada vez mais o investimento na criptomoeda que consequentemente a valoriza.

Go deeper: The Verge | MoneyTimes

Infelizmente, tudo disponível 🤷‍♀️

Parece brincadeira, mas sim, tivemos mais um vazamento de dados. A empresa de cibersegurança PSafe descobriu um vazamento de mais de 100 milhões de contas de celulares que agora estão disponíveis da dark web. Ali é possível encontrar não só números, mas tempo de ligações, dívidas e dados pessoais como endereço e data de habilitação .

A PSafe alega que as informações tenham sido extraídas da base da Vivo e da Claro devido ao grande volume, mas não há como comprovar esta informação. Ambas as empresas dizem que não registraram nenhum vazamento e destacam o rígido controle para com a privacidade de seus clientes.

Go deeper: Neofeed

Captações e IPOs

Tivemos essa semana mais um IPO de tech bem sucedido. A Mosaico, dona de sites como Zoom, Buscapé e Bondfaro, abriu com alta de mais de 70% seu primeiro dia na B3. A companhia levantou R$ 1,2 bilhão. No ano passado, a Mosaico teve receita líquida de R$ 113 milhões e EBITDA de R$ 57 milhões, uma margem de quase 50%.

A Reddit também teve uma boa semana, a plataforma de fóruns levantou US$ 250 milhões em uma rodada Series E. O anúncio aconteceu após a recente polêmica envolvendo a GameStop. Os recursos serão destinados a investimentos estratégicos que incluem vídeo, publicidade, produtos e a expansão para mercados internacionais.

Enquanto isso, a Igah Ventures, a união entre a e.bricks Ventures com a Joá Ventures, anunciaram uma captação de US$ 130 milhões, um desempenho de 30% acima da meta. A ideia é montar uma carteira de cerca de 15 startups, além disso, a Igah está reservando 40% dos recursos para follow ons. O Softbank foi um dos investidores âncoras do fundo e com isso já soma cinco gestoras de venture capital na América Latina.

Ainda falando do Brasil, a Zenklub, startup que conecta psicólogos e pacientes por vídeo, áudio ou texto, levantou R$ 45 milhões para melhorar seu produto B2B. Já a Alice, healthtech brasileira, levantou US$ 33 milhões em sua rodada Series B. O recurso será usado para contratar mais profissionais de tech, negócios e saúde, assim como implantar novos serviços.

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