Descomplica, startup de educação, recebe aporte de US$ 84 milhões

Confira detalhes do maior investimento recebido por uma startup brasileira de educação até hoje

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Captações Descomplica

A plataforma de ensino online, Descomplica, acaba de anunciar um aporte no valor de US$ 84 milhões, o que na atual cotação equivale cerca de R$ 450 milhões. A rodada Série E foi co-liderada pelo Softbank, dono do maior fundo de Venture Capital do mundo, e pelo Invus Opportunities, fundo de venture capital americano que já investia na companhia.

A captação será usada para a melhoria de produtos, contratação de funcionários de tecnologia, novas aquisições e expansão do catálogo de aulas para todos os níveis de ensino, desde o básico até a pós graduação. Além disso, o recurso também será usado na Faculdade Descomplica, que hoje já conta com quatro cursos online de graduação aprovados pelo MEC. A empresa planeja acrescentar mais 18 cursos em seu portfólio até o final do ano.

Marco Fisbhen, fundador da Descomplica, em entrevista para a InfoMoney, comentou que a statup, a princípio, buscava uma captação no valor de US$ 30 milhões, e que a rodada foi oversubscribed. "Buscávamos US$ 30 milhões, mas fechamos em US$ 84 milhões. 2020 ensinou que é uma boa se capitalizar caso exista liquidez no mercado, porque a situação pode se tornar mais turbulenta do que o imaginado. Agora, estamos fazendo uma revisão em nosso orçamento", disse o executivo.

Em um momento importante

A rodada traz consigo a especulação sobre a Descomplica se tornar um unicórnio em um médio/longo prazo já que o setor está em pleno desenvolvimento e ainda tem muito o que melhorar visto as novas demandas advindas da pandemia do COVID-19. O sistema de educação com certeza foi um dos mais afetados e alunos, assim como professores tiveram que se reinventar. Com a atual situação do Brasil frente a esse problema, os próximos semestres serão decisivos para o ensino brasileiro se adaptar a atual realidade.

Conhece a Descomplica?

A statup foi fundada em 2011 por Marco Fisbhen, ex-professor de física, a partir de vídeo-aulas gravadas em seu apartamento. Com o passar dos anos a edtech foi ampliando seus conteúdos, ganhando estudantes e claro, atraindo investidores.

Atualmente, a companhia funciona em um modelo freemium com conteúdos básicos gratuitos, assim como uma assinatura mensal de pouco mais de R$ 20 pelo acesso de aulas mais avançadas. Mensalmente a plataforma, junto as redes sociais do Descomplica, acumulam mais de cinco milhões de acessos de estudantes de todo o Brasil.

O negócio já chegou em seu breakeven no ano passado, mas a companhia ainda queima caixa.

Segundo Fisbhen, a participação no mercado de reforço escolar e preparação para vestibular já está consolidada, por isso o foco a partir de agora é a graduação e pós-graduação. A título de curiosidade, a pós graduação criada em 2019 multiplicou por 10 o número de alunos em um ano, saindo de 3 mil para 30 mil.

Hoje, a companhia conta com cerca de 600 profissionais, sendo que aproximadamente 100 são engenheiros, designers e gerentes de produtos, o objetivo é que até 2021 esse número minimamente dobre entre os profissionais da área. Atualmente já estão abertas mais de 100 vagas.