23 - jul

De onde vem as receitas das BigTechs?

As Big Techs, grandes empresas de tecnologia, tem números bilionários quando falamos de receita. Já se perguntou de onde vem tanto dinheiro? Nos gráficos de hoje mostramos a origem do faturamento das maiores empresas do mundo. Algumas dessas empresas possuem um portfólio mais diversificado, como Amazon, Microsoft e Apple, enquanto Facebook e Alphabet possuem um faturamento mais concentrado e uma menor diversidade nos produtos e serviços ofertados. O maior mercado consumidor das Big Techs são os EUA, porém a influência dessas companhias é global. Com o aumento da adoção de tecnologia no mundo, não é difícil de imaginar o faturamento crescendo ainda mais nos próximos anos.

Amazon

A base da receita da Amazon é o seu e-commerce e os serviços de nuvem (AWS), responsáveis por 50,4% e 12,5% respectivamente, sendo referência em ambas as categorias. Nos EUA, quase 40% das vendas feitas por e-commerce é realizada pela Big Tech, enquanto seu share global dos serviços de nuvem é de 33%.

A Amazon divide seu negócios em três principais segmentos: América do Norte, Internacional e Amazon Web Services (AWS). Não é segredo para ninguém que grande parte da receita tem origem nos EUA, mais precisamente 69%, sendo a Big Tech com maior concentração.

No cenário internacional, a companhia aumentou o faturamento de $44 bilhões em 2016 para $78,8 bilhões em 2019. Por fim, a AWS é o segmento que apresenta as melhores taxas de crescimento com um aumento de 178% de 2016 a 2019, saltando de $12,2 bilhões para $33,9 bilhões.

Apple

Mais da metade do faturamento da Apple vem de vendas de iPhones (54,7%) com serviços em segundo lugar (17,8%).

Apesar de ser o carro chefe da companhia, a venda de iPhone e outros hardwares vem crescendo em taxas mais lentas e, por conta disso, a Apple investiu e evoluiu no setor de serviços, não só apresentando um aumento de vendas como também apresentando margens brutas maiores do que o setor de produtos. Tim Cook foi um dos grandes responsáveis pelo crescimento no faturamento dos serviços, como parte da sua estratégia de diversificar as receitas da companhia.

Considerando as 5 Big Techs, ela foi a única que não apresentou crescimento no faturamento de 2018 a 2019, mas foi a que apresentou o maior lucro líquido, $55,2 bilhões de dólares, um dos motivos da Apple ser a empresa mais valiosa do mundo. A queda na receita ocorreu devido a queda nas vendas de iPhones, mesmo com um crescimento na venda de serviços, iPads e o grande sucesso dos AirPods.

Alphabet

A Alphabet, holding controladora do Google, possui uma receita concentrada. Cerca de 83,3% vem de suas ferramentas de publicidade online.

Dentro da receita publicitária, podemos dividi-la em dois segmentos: a entrega de anúncios e campanhas de marketing feitas por marcas a públicos específicos (brand advertising); o direcionamento de campanhas relevantes aos usuários que gerem engajamento aos anunciantes (performance advertising); e o que o a Alphabet chama de outras apostas, que são áreas emergentes que a holding investe na intenção de encontrar novas tecnologias.

Um segmento que vale destaque é o Google Cloud, pois é uma divisão que está crescendo em termos de faturamento, mas a batalha é grande com os líderes de mercado que são: Amazon Web Services e Microsoft Azure. Ainda é cedo para fazer qualquer análise, pois a companhia começou a mostrar os dados do Google Cloud separadamente no ano passado, porém do primeiro trimestre de 2019 ao primeiro semestre de 2020, a receita da categoria aumentou de $1,83 bilhões para $2,78 bilhões.

Microsoft

As fontes de receita da Microsoft são diversificadas e divididas, com destaque para o serviço de nuvem Microsoft Azure (25,9%), o Office (25,2%) e o Windows (16,2%).

A categoria de serviços de nuvem cresceu em 2020 ultrapassando a receita do pacote Office pela primeira vez. O crescimento de 22% na categoria foi puxado pela alta nas vendas no Azure, que cresceu 64%, número bons, mas que indicam uma diminuição do crescimento. Lembrando que a líder do segmento é a Amazon e o Google também está focada em aumentar seu share.

Mesmo perdendo a liderança, o Office ainda é responsável por mais de ¼ do faturamento. Houve um aumento de 14% em relação a 2019, com mais de 180 milhões de clientes corporativos ativos.

Como destaque negativo, a categoria de gaming está perdendo força na companhia. As vendas de Xbox, por exemplo, apresentaram uma queda de 43% em comparação com 2019, muito por conta do final do ciclo do videogame. A categoria como um todo caiu 21%.

Facebook

Quase 99% das receitas do Facebook são provenientes de publicidade. A empresa de Mark Zuckerberg foi a que apresentou maior crescimento de 2018 a 2019, 26,88%, atingindo $70,8 bilhões.

Esse crescimento está relacionado com uma maior adoção dos serviços oferecidos e as integrações com outras plataformas. Além disso houve um aumento no faturamento médio por usuário, resultando em $20 bilhões de receita adicional.

O restante da receita tem origem nas taxas que o Facebook cobra para quem usa sua estrutura de pagamento. Ainda é pouco relevante se considerarmos o quanto a empresa fatura, mas é um segmento que tende a apresentar crescimento nos próximos anos. Vale lembrar que a companhia investe bastante em novos produtos, como por exemplo seu projeto de criptomoeda, a Libra.