29 - jul

SnaqTime: CEOs x Congresso, inteligência artificial e fundo para criadores de conteúdo

Julho chega ao fim e a odisseia do TikTok parece estar apenas começando. Nessa edição vamos falar sobre a Comissão AntiTrust que aconteceu nos Estados Unidos e inteligencia artificial. Já parou pra pensar o quanto de poder está na mão de 4 bigtechs? Eu vou além, tem como diminuir essa concentração de dinheiro e informação nessa altura do campeonato? A reflexão é necessária, mesmo que neste exato momento eu tenha finalizado minha compra na Amazon de um produto que vi em um anúncio do Google, enquanto intercalava a janela do Whatsapp e Instagram no meu Iphone 🤷 Vamos às notícias que movimentaram o ecossistema essa semana!

Encontro de gigantes

Na última quarta-feira aconteceu o Comite AntiTrust com o depoimento dos CEOs do Google, Facebook, Amazon e Apple diante do Congresso Americano para explicações quanto as suas fortunas acumuladas. Este foi um evento histórico, já que foi a primeira vez que Jeff Bezos, dono da Amazon, depôs no Congresso. A grande questão deste Comitê é entender se essas empresas impedem o surgimento de novos concorrentes e do livre comércio.

Por anos, essas bigtchs eram livres para para expandir sem regulamentação governamental, mas há alguns anos isso tem sido questionado. Em 2018, Mark Zuckerberg se esquivou de perguntas difíceis muito ajudado pelo desconhecimento dos congressistas ali presentes, dessa vez foram compilados mais de um milhão de documentos desde junho de 2019, mostrando que os reguladores vieram com uma visão bem mais aprofundada dos diferentes negócios.

É importante ressaltar que essas audiências tem grande influência política, ainda mais estando a dois meses das eleições americanas. Sabendo do que estaria por vir algumas das empresas já divulgaram alguns relatórios. Confira a distribuição das receitas dessas empresas na nossa análise exclusiva!

Go deeper: Wired | Axios

Ainda tem muita decisão a ser tomada

Overview:

Como mais uma maneira de melhorar sua popularidade no mundo, o TikTok anunciou um fundo de US$ 200 milhões para ajudar os principais criadores de conteúdo da plataforma nos Estados Unidos. O dinheiro tem como objetivo ser fonte de renda dos criadores "elegíveis" do app de vídeo, sendo assim, por hora, os produtores terão que ter mais de 18 anos, publicar conteúdo original e regularmente, assim como seguir as normas de diretrizes da comunidade. O TikTok já mantém um outro fundo, de US$ 50 milhões, focado em ensinar professores a usarem a rede social como ferramenta de ensino.

Além disso, especula-se que alguns investidores estejam se movimentando para separar o TikTok de sua holding chinesa ByteDance. A suposta falta de segurança de dados e o estigma de aplicativo chinês do app tem prejudicado o crescimento da rede social em diversos países do mundo. Apesar do tema ainda estar em fase de elaboração, decisões do governo americano e indiano podem ser fundamentais para acelerar a separação. Vale dizer que a grande questão está em como será feita uma transação desta magnitude. Só no primeiro semestre desse ano, a ByteDance teve uma receita de cerca de US$ 5,64 bilhões, e foi avaliada em US$ 140 bilhões em uma negociação de venda de participações secundária. Segundo fontes próximas da empresa, investidores da ByteDance, entre eles Sequoia e General Atlantic, estariam avaliando apenas o TikTok em US$ 50 bilhões, caso a empresa se separe da holding.

Diante de toda essa história, claro que o Facebook continuaria atacando seu concorrente. Segundo o Wall Street Journal, o Instagram estaria oferecendo dinheiro para grandes criadores deixarem o TikTok e produzirem em maior escala na sua nova funcionalidade, o Reels. Segundo fontes, as quantias estariam próximas de centenas de milhares de dólares.

Why it matters:

A promessa de pagamentos para criadores vem em um momento em que o futuro do TikTok está em cheque em diversos países. Vale lembrar que a maior fonte de receita do app são os EUA, que anda pressionando fortemente sua permanência no país devido a questão de segurança e as frequentes batalhas diplomáticas com a China. O plano de contratação de mais de 10 mil funcionários na terra do Tio Sam, assim como a separação dos investidores são, no fundo, cartadas para continuar consolidando o app no país, assim como no mundo.

Go deeper: Reuters | TechCrunch | TechBlog | Estadão

Tem limite para a IA?

Overview:

Cada vez mais a inteligência artificial vem se tornando parte do dia a dia da população, entretanto, a "superinteligencia" criada pela startup OpenAI, fundada pelo Elon Musk, tem revolucionado o setor. O algoritmo GPT-3 traz uma proposta de analisar textos e dados fornecidos pelo usuários e transformá-los em um conteúdo original de texto ou imagem. Com 175 bilhões de parâmetros de aprendizado, o GPT-3 pode desempenhar qualquer tarefa que lhe seja pedido. Testes com vídeo clipes já vem sendo feitos e o resultado é impressionante. Como exemplo, o algoritmo poderia criar um livro a partir de alguns parágrafos, ou criar uma história de conspiração a partir de uma declaração.

Essas novas tecnologias tendem a mudar o rumo de diversos setores, inclusive da produção de conteúdo, mas não substituir por completo os humanos - ufa, #vaiterJuporaquiSIM. A OpenAI, que foi fundada em 2015 como uma empresa sem fins lucrativos, passou em 2019 a ter fins lucrativos e deve comercializar o uso de seus algoritmos.

Go deeper: Neofeed | Uol

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Obrigada por estar conosco em mais uma edição. Semana que vem promete, nos encontramos em Agosto - o famoso mês que nunca termina!

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Com carinho, Ju Dal'Ava