Alice capta US$ 33 milhões e reforça a crescente das healthtechs

Com apenas sete meses no mercado, a startup já levantou mais de US$ 47,8 milhões.

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A heathtech brasileira Alice acaba de anunciar um aporte de US$ 33 milhões. A rodada Series B foi liderado pelo fundo americano ThornTree Capital Partners e seguido pela Kaszek Ventures, Canary e Maya Capital, investidores de rodadas anteriores.

O investimento tem como objetivo a contratação de mais profissionais de tecnologia, negócios e saúde, assim como a ampliação de novos produtos e parcerias. Há apenas sete meses no mercado, a startup tem despertado a atenção dos investidores e já acumula cerca US$ 47,8 milhões investidos.

Uma Alice diferente da que conhecemos

A healthtech foi criada por André Florence, ex executivo-chefe financeiro da 99, Guilherme Azevedo, um dos fundadores do Dr. Consulta e Matheus Moraes, ex-chefe de operações da 99. A startup tem como premissa atuar como uma gestora de saúde individual e vai na contramão dos planos de saúde tradicionais, tanto na abordagem, como na oferta de produtos padronizada.

A partir de uma contratação do produto 100% online, o primeiro passo é uma consulta de imersão com profissionais de saúde, a partir disso é feito um plano baseado nos objetivos de saúde de cada usuário. Vale dizer que a equipe fica disponível 24 horas por dia e registra todo o histórico e interação do segurado.

Além do acompanhamento online, a Alice oferece consultas presenciais em uma unidade montada em São Paulo, mas também conta com uma rede adicional de médicos, atendimentos hospitalares e exames em instituições parceiras. Com a personalização dos planos os valores variam. Usuários na média de 30 anos desembolsam cerca de R$ 650 mensais.

Dados Importantes

A Alice vem registrando um crescimento médio mensal de 51% desde seu lançamento e hoje a rede já conta com 1,1 mil membros. A meta é aumentar esse número em 5 vezes até o fim do ano. Segundo dados preliminares compilados com os usuários do serviço, cerca de 81% dos segurados disseram que melhoraram sua saúde mental, 71% sua qualidade de vida e 47% deixaram de ser obesos.

Só em 2020 as healthtechs brasileiras obtiveram 53 aportes de fundos de venture capital. Embora o número seja expressivo, fintechs somaram US$ 1,7 bilhão em captações, enquanto as healthtechs ficaram na casa de US$ 106,1 milhões. A projeção para 2021 é que esse número seja ainda mais parrudo.

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