Corrida pelo PIX: o que você precisa saber sobre o novo sistema de pagamento brasileiro

É provável que nas últimas semanas você tenha ouvido falar bastante sobre o Pix e por que você deveria se cadastrar no banco A ou B. Mas antes de falar sobre essa corrida agressiva, vale um contexto.

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O que é o Pix?

Pix é o novo sistema criado pelo Banco Central para simplificar e baratear transações financeiras. Através da leitura de um QR Code, vai ser possível transferir recursos ou pagar contas de forma rápida, direta e mais barata. Hoje, uma pessoa física paga cerca de R$ 7,00 pra fazer uma TED, enquanto um lojista paga uma taxa próxima a 3% para ter um meio de pagamento como uma maquininha de cartão por exemplo. Teoricamente, com o Pix, esse valor deve cair para alguns centavos em ambas as situações.

O que é Pix? Celular com o logo Pix e QRcode

É provável que TEDs e DOCs caiam em desuso e lojas incentivem seus clientes a pagarem com o Pix, afinal o custo será muito mais baixo com a sua utilização. Isso representa um impacto considerável nas receitas de bancos e adquirentes, o que tende a se formar a nova espinha dorsal do sistema de transferências. Então, é fundamental para bancos e fintechs migrarem suas bases para o Pix para conseguir reter seus clientes.

O que é o cadastro de chaves?

Para usar o sistema, será necessário realizar o cadastro no Pix. Do mesmo modo que para fazer uma TED é necessário ter uma conta em banco. Dessa maneira, para fazer um Pix é necessário ter uma chave cadastrada em um banco ou fintech.  

Pessoas físicas podem ter até 5 chaves cadastradas em até 5 instituições, podendo usar como chave o número do telefone, o CPF, o endereço de e-mail ou uma sequência numérica. De forma ilustrativa, a chave cadastrada no Itaú, por exemplo, permitirá ao cliente movimentar recursos de sua conta no Itaú, enquanto a outra chave cadastrada no Bradesco permitirá ao cliente movimentar recursos de sua conta no Bradesco.

O cadastro das chaves no Pix, ou mais especificamente no Diretório de Contas Transacionais (DICT), começará dia 5 de Outubro. Mas os bancos já começaram um “pré-cadastro” que será usado como sinalização de interesse futuro e a partir de 05/10 os clientes precisarão apenas confirmar seu cadastro.

Fases do pix

Como ficam os bancos e fintechs com o PIX?

Com a facilidade em abrir contas digitais, tornou-se comum ter conta em mais de um banco ou fintech. Sabendo disso, o cadastramento virou uma corrida para proteger bases e reter clientes. Provavelmente você já deve ter visto a Ana Paula Arósio promovendo o SX do Santander ou quando abriu o aplicativo do Nubank viu a caixinha do Pix em destaque na sua tela.

Santander, Bradesco, Itaú, Nubank e banco Original fazendo propaganda do PIX

 Apesar do cliente poder descadastrar suas chaves de um banco e cadastrar em outro, sabemos que a inércia é uma grande barreira para que isso aconteça e alguns bancos já estão querendo todas as suas chaves. Não é mesmo, Nubank?

O número de contas no Pix será um excelente indicador da base de clientes realmente ativos de cada banco ou fintech, e é apenas mais uma mudança nesse setor, que ano que vem ainda terá o impacto do Open Banking.